Parte 1
O desapego não é divino, conclusão que cheguei esses dias, e que não me sai da cabeça. Tanto que senti a necessidade de retomar o blog, com 2 míseros posts. Como já disse no post anterior, de 2 anos atrás, sempre tenho ideias pra escrever no blog, andando na rua, depois as esqueço pra sempre. Mas como essa coisa do desapego me martelou, tenho que colocar pra fora né? Quando criei o blog, nem lembro qual foi a necessidade, tanto que eu nem sabia sobre o que ele seria, como se pode ver no primeiro post e pelo seu próprio nome. Nem sei se depois desse post vou continuar escrevendo, espero que sim, mas meu desejo seria escrever sobre coisas palpáveis, como design, literatura, cinema, e não sobre sentimento como vou fazer agora.
Parte 2
Pra começar, tenho que falar o que eu considero divino. Deus, pra mim, é simplesmente o conjunto de nossos sentimentos puros, aqueles bons, que nos fazem sentir mais leves. Ou seja: cada um tem seu Deus, com seus sentimentos mais íntimos, a força do pensamento, e pra mim isso se encaixa em qualquer religião, pois as pessoas rezam pra se acalmar, pra fortalecer o poder da mente, pra espantar o mal (sentimentos ruins, que no caso seria o Demônio), quando assisti Zuzu Angel (filme que conta a história de Zuzu Angel, estilista brasileira famosa na época da ditadura e que teve seu filho, comunista, assassinado pelos militares), teve a cena da carta que o filho manda pra ela na qual me identifiquei muito, pois era uma ideia que eu já tinha e fiquei feliz de ver que não sou só eu que penso assim. Lembro de ter comentado com meu amigo que assistia comigo que aquilo era tudo o que eu pensava, e ele, espírita, disse que essa imagem de Deus era totalmente falsa, mas eu nem liguei porque prefiro ter a minha crença, como já me disseram, o “Alinismo”…hahaha tá, vou parar de falar besteira e colocar o trecho do filme aqui:
Parte 3
Agora posso explicar minha teoria do Desapego que não é divino. Quando a gente ama alguém, independente se for da família, se for amor, amigo, animal, a gente ama sem ninguém ensinar pra gente que temos que fazer isso, a única influência é Deus dentro de nós que alimenta o sentimento bom do amor. Como já diria Caetano, “Você não me ensinou a te esquecer / Você só me ensinou a te querer”. Daí a pessoa sai da sua vida de repente.
CADE SEU DEUS AGORA?
Pois é, Deus tá lá ainda, fazendo com que você sinta saudade. Ele não te ensina a desamar e nem a esquecer. Aí que entra o lado racional, influenciado por aqueles amigos que te querem bem: “Desapega”. No caso de morte, amor, distância… A gente até entende o que os amigos falam e colocamos o cérebro pra trabalhar em cima dos nossos sentimentos divinos, até que uma hora a razão vence e nós ficamos mais tranquilos. Mas eu não sei por que cargas d’água esse tal Deus não nos ensina o desapego. Por que nós temos que ser alertados por amigos, sofrer, fazer nossa razão lutar contra o que Deus passou nossa vida nos ensinando? Por que a gente não aprende fácil e levemente que temos que nos desapegar? Por que amamos tanto alguém se uma hora essa pessoa é tirada da gente e assim, perdemos nosso chão? Por que é tão difícil de conciliar o lado racional com os sentimentos? Será que quando eu for mais velha vou aprender o desapego como algo vindo de Deus? Será que essas perguntas têm respostas? Pois é, aí volto no assunto do segundo post, que nem é o objetivo principal desse, mas é algo que não podemos escapar: como é importante ter amigos para complementarem nosso Deus, para nos darem um chão cheio de almofadas macias quando caímos no precipício. Agradeça a seus amigos por andarem de mãos dadas com Deus.
Parte 4
Talvez o post tenha ficado meio confuso. Eu tenho que estudar agora, e tive que escrever rápido sobre um assunto que exigiria mais esclarecimento talvez, mas não aguentava mais esperar pra escrever, tanto que pensei em criar um blog novo, mas resolvi retomar o antigo pra ser mais rápido. Vamos ver se no próximo post eu tenha mais paciência de escrever. Prometo fazer isso por mim.
Parte 5
Aline, o que aconteceu pra você resolver falar de desapego?, você deve estar se perguntando. Tenho que responder que muitas coisas, todas descritas em negrito no post, e por fim fazer uma homenagem à pessoa que me ensinou a rezar, que me falou quem era Deus, que sempre me falou pra ter vários namorados ao mesmo tempo e que me influenciou a escrever diário, bilhete, carta ou qualquer outra coisa:

Deu pra entender muito melhor lendo esse post do que o dia que vc tentou me explicar no gtalk. É que eu não tinha entendido direito o que era seu Deus, mas fez todo o sentido pra mim.
Não sei se concordo com isso, mas entendo perfeitamente e acho válido esse tal de Alinismo.
Achei essa frase linda: “Agradeça a seus amigos por andarem de mãos dadas com Deus.”
E fico feliz por fazer parte disso. Você é uma pessoa linda, e merece tudo do melhor. Mas o melhor também inclui coisinhas ruins pra se fortaceler sempre.
Muito lindo o final do post <3
Te amo.
Ai amiga que bom que agora vc entendeu hahah! Tbm te amo! <3
Aline,
Respeito a parte 3 do blog, eu acho que Deus sim nos ensino a nos desapegar, pois do único que temos certeza desde que nascemos e de nossa morte e da de todo ser humano. Lamentavelmente a cultura ocidental nos fez esquecer isso, porque damos muito valor as coisas materiais e não dedicamos tempo a meditação e a ver as coisas como são, que nosso passagem na terra e temporal.
Que bom que você da valor a seus amigos porque eles sim ajudam a que momentos difíceis em nosso passagem não sejam tão extensos e também ajudam a que os legais se estendam mais.
Beijos
Luishon, Gostei do que vc disse e sinto falta de conversar com vc. Eu queria mudar de ideia quanto a isso porque me faz sofrer muito. Eu estava precisando de pessoas mais espiritualizadas como vc próximo a mim porque sim, tenho uma cultura muito materialista e acabo sofrendo por isso. Pra mim desapego é infelizmente algo que tenho que pensar pra fazer e não uma coisa que vem naturalmente de dentro de mim, mas é lógico que pra algumas pessoas é diferente, não foi minha intenção generalizar. Adoro conversar com pessoas que pensam diferente de mim porque assim posso abrir minha cabeça, por isso falei que quis conversar com vc pra entender melhor a morte. Acho linda essa diversidade de pensamentos que nos permite repensar e andar pra frente. Beijo.
Sabe minha linda o que aprendi??? Que perder alguém dói..Dói mesmo…Que o luto é real…De repente.. Um dia, lembramos que já faz dois ou três que não sofremos..Que não pensamos…Aí começa a passar…Naturalmente..Ter paciência com você é fundamental.. Chorar quando der vontade…Mas principalmente, se orgulhar do que aprendeu,
Toda vida dentro da nossa tem um propósito positivo.. Que ajuda a levar nossa vida adiante..
Avida de seu pai tem um ensinamento para você. Sua mãe também está para te ensinar alguma coisa muito importante. Resumida.
Que ingredientes você sente que te inspira, que a faz ser diferente? Necessária? Certamente aprendeu com eles…Descubra o que ela te ensinou de melhor, e seja grata.Continue amando com seu coração, para sempre…
A dor vai sim passar.. Só ficará o amor…
Te amo, fica bem…Beijos
Mara
Como já te disse, antes de pensar em perda, eu penso em experiência e em tudo de bom (ou as vezes ruim) que passei com a pessoa e como eu me sinto grata por todos os momentos – bons e ruins – que me fizeram ser a pessoa que sou hoje. Penso que sou pedaço de várias outras pessoas.
ahahaha vc é adepta do se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi né..