Como eu já disse no post anterior, eu tinha feito 2 posts no blog e abandonado, bem minha cara não levar a sério nada que seja virtual. Antigamente nem e-mail eu via, e agora dependo dele pra tanta coisa que olho todos os dias úteis e alguns inúteis também. Quando eu retomei o Todas há alguns dias atrás, vi que eu tinha esse post criado, mas só o título: A criança dentro de cada um (do dia 22/09/09). Fiquei pensando o que eu estava querendo dizer com isso naquela época, e não cheguei à conclusão nenhuma. E por enquanto eu não vou chegar mesmo. (Acabei de resolver isso. Há 2 linhas acima eu estava pensando em escrever realmente sobre nosso lado criança). Vou deixar o título como está, e vou dar um segundo título a ele:
A Necessidade de se ter um blog
Recomeçando. Eu tive um blig (blog do ig) quando eu tinha uns 15, 16 anos. Dói pensar que isso faz 9 anos, nem vi o tempo passar. Mas o que eu ia falar é que eu gostava dele, mas quase ninguém lia, as pessoas não passavam 24 horas conectadas como acontece hoje e eu, acho que por falta de leitores, desanimei e, ao invés de simplesmente abandoná-lo, deletei-o. Tenho essa mania de deletar tudo que não uso na rede. Deletei neu Fotoaki também, que depois, com uns 18, 19 anos eu usava de desculpa pra poder escrever algumas coisas, muito mais do que postar fotos. E eu to arrependida porque eu queria lê-los novamente pra tentar descobrir qual a necessidade que eu, pelo menos, tenho de gritar certas coisas, em algumas épocas da vida, aos quatro cantos do mundo! Certeza que o pensamento que tive quando deletei-os foi: “Vou ficar com vergonha daqui uns anos quando eu ler isso.”
Eu tenho Twitter mas acho ele chato. Acho que logo eu vou deletá-lo também. Aliás, não sei por que eu ainda tenho Orkut, se nem pra baixar CD eu uso ainda. Eu gosto de escrever bastante, eu gosto de enrolar, de ter devaneios escrevendo. Assim como já comecei a ler um livro achando que era um romance inteiro e parei quando o primeiro conto acabou. Como assim ele era de contos? Mas os contos acabam muito rápido, não conseguimos entrar direito na história.
Reparou? Acho que uma época tive raiva dos blogs por tantos eu, eu, eu que havia neles, isso que nem destaquei os verbos na primeira pessoa do singular. Mas, pensando bem, o blog da gente é pessoal e eu acho que temos o direito de nos darmos esse espaço. No Todas, tenho vontade de criar espécies de contos também. Espécies porque eu sou dessas que gosta de ler e escrever mas não sabe direito o que faz de um conto um conto, de uma crônica uma crônica, de um ensaio um ensaio e por aí vai.
E penso que escrever é bom pra desabafar, pra repensar nossas ideias, de dar ideias novas a quem lê. Mas desses, principalmente pra desabafar. É bom botar pra fora mesmo que ninguém leia. Acho louco isso. Por que não nos contentamos em guardar pra nós mesmos os sentimentos? Será que desabafar ajuda a organizar ideias? Deve ser por isso que os blogs estão cheios de eus. Mas eu ainda não descobri sobre o que quero escrever. Talvez quando decida, o blog mude de nome. Ou vou assumir minha identidade de indecisão e deixar assim (até mudar de ideia, vai saber né?). Conheço muita gente que tem blog, cada um de um jeito, cada um falando de uma coisa, cada um com sua identidade. Será que minha identidade é ser indecisa ou será que ainda vou descobrir à medida que vou escrevendo? Será que é a mistura de indecisão com qualquer outra coisa? Será que o monte de perguntas que podem ter muitas respostas é o que faz minha identidade? Será que eu to com uma crise de identidade internética? Será que ela é real?
Amigos que mantém blogs, por favor respondam. Você mantém o blog para falar sobre:
a) Eu.
b) Sentimentos.
c) Tecnologia.
d) Sou que nem você e ainda não decidi.
e) Crio textos utópicos.
f) Cotidiano.
g) Design.
h) Literatura.
i) Filmes.
j) Música.
k) Mal dos outros.
l) Baladas.
m) Depende do meu humor.
n) Esporte.
o) Não foi descrito na lista.
p) Religião.
q) Quero sair no Lingerie Day.
r) Receitas/comidas
s) Todas as anteriores.
E já vou avisando que talvez esse post tanha continuação, porque de repente me deu uma vontade louca de ver esse filme (que, pasmem, ainda não vi), da linda da Leandra Leal:
Depois, quem sabe, volto aqui pra falar o que achei do filme e se ele me esclareceu alguma dúvida, ou se ele me trouxe mais dúvidas. Já ouvi falar bem e pelo trailer parece bom!

Meu primeiro post [e o próprio nome do blog] mostra bem o que é uma pessoa indecisa sobre o que quer da vida. Eu sempre penso: “vou escrever sobre isso no blog” e depois nunca escrevo pois esqueço.